É proibido…

“É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso,
só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.”

Pablo Neruda

Á noite, na ilha.

“Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
em baixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora – pão,
vinho, amor e cólera – te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
como se me chegasse do mar que nos rodeia.”

Pablo Neruda

Dá Um Tempo!

Se o teu lugar agora parece-te frio e sem atrativos,
se não há ninguém agora que te inspire a falar ou a ouvir,
se o vento lá fora parece não soprar a teu favor,
se nenhuma palavra consegue agora tocar o teu coração,
se não sentes vontade de nada, se queres simplesmente fazer nada,
se as coisas da Terra parecem-te opacas e sem graça,
se as coisas do Céu agora parecem-te mentiras,
histórias inventadas,
se teu corpo não quer exercícios, não quer esforços,
só quer espreguiçar-se,
se agora nada desperta a tua vontade de crescer, de ir adiante,
de abraçar aventuras, desafios, novas metas, sonhos …
se para tuas perguntas não chegam respostas,
se olhas o relógio como a um inimigo cobrador
…dá um tempo.

O mar não espera pelo rio, no entanto o rio chega.
As árvores não anseiam por novas folhas,no entanto elas brotam.
As flores não imploram por chuvas,
mas as chuvas – cedo ou tarde – caem.
Os pássaros não se preocupam com o céu,
entretanto o céu lá está.
O dia não guarda ansiedade pelo descanso
da noite e ainda assim ela chega.
A noite não se abala com a própria escuridão,
repousando na certeza de que o dia virá.
A semente precisa do escuro da terra para
abrir-se à luz na hora mais acertada.
Deus não apressa as sementes:
Ele as conhece e respeita-lhes o tempo.
Se neste momento és semente, sossega,
respeita-te … e dá um tempo.

O Paradoxo Do Nosso Tempo – George Carlin.

O paradoxo do nosso período na história
é que temos prédios maiores,
Mas temperamentos mais curtos.

Estradas mais largas,
Mas pensamentos mais estreitos.

Gastamos mais
E temos menos.

Compramos mais
E aproveitamos menos.

Nossas casas são maiores
e nossas famílias menores,

Temos mais conveniências,
porém menos tempo.

Temos mais estudo e menos bom senso.
Mais conhecimentos
e menos capacidade de julgamento.

Mais especialistas e mais problemas,
Mais remédios e menos saúde.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos demais,
Rimos de menos, dirigimos com demasiada velocidade.

Perdemos com facilidade a paciência,
dormimos muito tarde,

Levantamos com o corpo quebrado,
lemos pouco,assistimos TV em demasia
e rezamos raramente.

Multiplicamos as nossas posses,
mas reduzimos o seu valor.

Falamos demais,
amamos de menos e odiamos muito.

Aprendemos como ganhar a vida,
mas não como viver.

Adicionamos anos às nossas vidas
e não vida aos nossos anos.

Fomos à Lua e voltamos,
mas temos dificuldade em atravessar a rua,
para falar com o nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior,
mas não o interior.

Fizemos coisas maiores,
mas nem sempre melhores.

Às vezes limpamos o ar,
mas poluímos as almas.

Conquistamos o átomo,
mas não os nossos preconceitos.

Escrevemos mais e aprendemos menos;
Planejamos mais e conseguimos menos.

Aprendemos a correr,
mas não a esperar.

Construímos cada vez mais computadores,
para armazenar mais informações
e produzir mais cópias,
Mas nos comunicamos cada vez menos.

Estes são os tempos do “fast food” e da digestão lenta;
De homens grandes,
com personalidades mesquinhas,
De lucros enormes e relacionamentos pequenos.

Estes são os dias de dois empregos e mais divórcios;
Casas mais bonitas e lares desfeitos.

Estes são os dias de viagens rápidas,
fraldas descartáveis,
moralidade abandonada,
encontros por uma noite,

obesidade disseminada e pílulas para tudo,
da alegria à calma e até à morte.

É um tempo onde há muito nas vitrines
e pouco no depósito.

Um tempo onde a tecnologia
permite que você leia isto e
escolha o que fazer:
Dividir este sentimento
ou apenas clicar em DELETE.

Lembre-se, diga uma palavra boa
para aquele que lhe olha com medo,
Porque aquele pequenino crescerá em breve
e o abandonará.

Lembre-se, abrace com carinho
quem estiver ao seu lado,
Porque este é o único tesouro
que você pode oferecer,
sem lhe custar nada.

Lembre-se de dar as mãos e aproveitar o instante,
Eis que, algum dia, aquela pessoa
não estará ao seu lado.

Dê um tempo ao Amor,
dê um tempo às palavras,
dê um tempo e divida os preciosos
pensamentos da sua mente.

I Corinthians 13 – Paulo (Apóstolo)

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
e não tivesse amor, seria como o metal que soa
ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia,
e conhecesse todos os mistérios,
e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé,
de maneira tal que transportasse os montes,
e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha
fortuna para sustento dos pobres,
e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado,
e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso;
o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência,
não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas;
havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas,quando vier o que é perfeito,
então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino,
sentia como menino, discorria como menino,
mas, logo cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma,
mas então veremos face a face; agora conheço em parte,
mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor,
estes três, mas o maior destes é o AMOR!”

Fome de Amor!

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar:
“Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”
(já citei essa frase em uma crônica antiga, mas ela sempre volta)!
Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma.
Parem pra notar, os sinais estão batendo
em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas,
com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos,
chegam sozinhas e saem sozinhas.
Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e,sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance “, incrível.
E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas,
dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances sexuais dignas
de um atleta olímpico,
fazer um jantar pra quem você gosta e depois
saber que vão “apenas” dormirem abraçados,
sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa
a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso,
algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no
site de relacionamentos ORKUT,
o número que comunidades como:
“Quero um amor pra vida toda!” “Eu sou pra casar!”
até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”
Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos,
plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas
bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade
de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado,
mas hoje em dia é feio,démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos
fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”,
saia gritando e falando bobagens,
você vai descobrir mais cedo ou mais tarde
que o tempo pra ser feliz é curto,
e cada instante que vai embora não volta mais
(estou muito brega!),
aquela pessoa que passou hoje por você na rua,
talvez nunca mais voltea vê-la,
quem sabe ali estivesse a oportunidade
de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais,
não pense nele e se ele é pequeno demais,
pra quê pensar nele.
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada;
o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: vamos ter bons e maus momentos e uma
hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois
vão querer pular fora,
mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida.
Antes idiota que infeliz!
Pense bem nisso que aí está.

Arnaldo Jabor.

Os Signos Saindo do Trabalho – Nil.Guerreira.

São 5 horas da tarde e 12 funcionários de uma fábrica estão voltando pra casa no final do expediente.
Ao chegarem ao portão de saída, descobrem que está trancado por fora, e como eles são os últimos a sair, não há ninguém para abri-lo para eles.
Cada uma das 12 pessoas pertence a um dos signos do zodíaco. Veja agora que reação cada um demonstra diante do acontecido:

ÁRIES:
Dando socos e pontapés no portão, berra: “ABRE ESSA PORRA!!!!!! QUE MERDA, NINGUÉM TÁ ME OUVINDO NÃO???? (BAM BAM BAM) ABRE SE NÃO EU ARROMBO!!!”

TOURO:
Chegando mais perto, diz: “Peraí gente, este cadeado não deve estar mesmo trancado, deixa eu ver… alguém tem um grampo aí? De repente se colocássemos 3 pessoas de um lado e 3 de outro empurrando, conseguiríamos abrir isso… essas roldanas estão meio frouxas, isso seria fácil…”

GÊMEOS:
Desanda a falar: “Galera, isso já aconteceu com um amigo de um amigo de um amigo meu antes, lá em… em… como é mesmo o lugar?? Enfim, o lugar era muito maneiro, meus amigos sempre me convidam para ir pra lá, mas eu nunca pude por causa do trabalho e tal, mas enfim, sobre a coincidência, ah… sobre o que eu estava falando mesmo?”

CÂNCER:
Choramingando com as mãos na cabeça e os olhos no relógio: “Ah não… hoje não… (snif), tenho que buscar as crianças no colégio, tenho um jantar lá na mamãe… ihh, meu feijão ficou no fogo!! Ah, não, isso sempre acontece comigo… (snif)”

LEÃO:
Levanta os braços e fala em alto e bom som para todos: “Vocês não se preocupem, pois EU vou resolver todo este problema, por um simples motivo. EU conheço o DONO desta fábrica, EU vou reclamar com ele pessoalmente, possivelmente ele vai ME indicar para pedir desculpas oficiais a todos vocês…”

VIRGEM:
Pensativo, fala: “Calma pessoal vamos analisar a situação. São 5:17 da tarde, deve haver alguém da limpeza lá dentro. Se não houver, vamos agir com sensatez e ligar para a polícia… alguém tem um celular aí? Ou quem sabe podemos tentar o outro portão dos fundos, ou talvez procurar pelas chaves no armário do zelador… É tudo uma questão de lógica e organização”.

LIBRA:
Com um sorriso no rosto diz para todos: “Ih pessoal, relaxem… poderia ser pior, só estamos presos aqui, mais nada… Porque nós não nos sentamos aqui em roda e começamos a conversar? Posso ir até a cozinha pegar um vinho… podemos admirar o céu, ah, vocês já pararam para ver como o pôr do sol está magnífico?”

ESCORPIÃO:
Sério, aperta os olhos e fala calmo: “Vocês podem escrever o que eu vou dizer… se eu pegar o infeliz que trancou este portão, ele vai se arrepender profundamente do dia em que nasceu…”

SAGITÁRIO:
Abraçando um aqui e dando tapinhas nas costas de outro ali: “Ah, que situação mais cômica, ahaha hahaha, isso me lembra uma piada, hahahah, vocês conhecem aquela do…”

CAPRICÓRNIO:
Em silêncio, olha para o relógio, e para o portão, para o relógio, para o portão, para o relógio…

AQUÁRIO:
Sem pensar muito, pula o muro, cai do outro lado, abre o portão para os outros, e sai andando rápido pois ainda tem um cinema pra pegar dali a alguns minutos.

PEIXES:
Senta-se num canto, joga a cabeça entre os braços, e começa a chorar baixinho.