Sou como aqueles poemas.

Sou como aqueles poemas.
Li os poemas e senti o espanto de me descobrir.
O poema me diz. Diz o que eu já sabia sem saber.

Bem disse Bernardo Soares que
“Arte é comunicar aos outros a nossa identidade íntima com eles.”

Meu rosto aparece refletido no espelho de vidro.
Dentro dele, do espelho, vejo diariamente meu rosto conhecido.
Meu reflexo não me surpreende.
Mas o poema é um espelho onde a minha alma, desconhecida,
aparece refletida. Espanto-me. Nunca me havia visto assim.

O poema me mostra a beleza da minha alma – que eu não via.
Por isso a poesia é salvação.
Na minha solidão dou-me conta de que existe uma outra pessoa
cuja alma se parece com a minha.
Fico grato porque tal pessoa existe.
Minha solidão se transforma em comunhão.

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