Dicotomias.

Numa sociedade de valores indefinidos e de relações interpessoais cada vez mais frágeis, são ténues a maior parte das fronteiras, marcando sempre, no entanto, muitas dicotomias. Tomamos como sendo as correctas, as nossas medidas, mas…
sê-lo-ão?
Onde acaba o Bem e começa o Mal?
Como determinamos o ponto em que agimos Certo e aquele em que agimos Errado?
O que baliza o limite para a Verdade e,
por oposição para a Mentira?
Ou como sabemos onde acaba o Amor
e começa o Ódio?
O que conhecemos acerca da Sanidade e da Loucura? O que podemos considerar Pedir e o que passa a ser Implorar?
O Sugerir e o Exigir?
Tudo se mescla, tudo se funde, Tudo passa facilmente a ser Nada… e o que, ilusoriamente parece ser Definitivo, rapidamente se torna Provisório…
Assim, a aparente Alegria, com ligeireza passa a Tristeza e, o que parece ser Ilusão, facilmente se materializa em Desilusão.
E estes antagonismos cansam-me e consomem-me, confundem-me e massacram-me. Não deveria ser assim e o equilíbrio, a estabilidade deveria ser uma constante, mas, como tudo, o Equilíbrio é cada vez mais Instável e a Instabilidade é cada vez mais Desequilibrada.
Estou baralhada… cansada… derrotada.
Já não quero saber de dicotomias… nem de fronteiras….
nem de relações humanas!

Dr.Jorge Bucay

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