Temo por meus olhos.

Temo por meus olhos

diante das puras vestes.

E no entretanto, desejo.

Temor que sugere o epílogo

de ser cântaro partido

ao lado de fonte pródiga.

A não contemplar, prefiro

definitiva cegueira.

Não como os homens cegos,

mas como os pés das crianças

que são cegos, caminhando.

Material recolhido em
Thiago de Mello
Vento Geral – Poesia 1951/1981

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