Memória da esperança.

Na fogueira do que faço

por amor me queimo inteiro.

Mas simultâneo renasço

para ser barro do sonho

e artesão do que serei.

Do tempo que me devora

me nasce a fome de ser.

Minha força vem da frágil

flor ferida que se entreabre

resgatada pelo orvalho

da vida que já vivi.

Qual a flama que darei

para acender o caminho

da criança que vai chegar?

Não sei. Mas sei que já dança,

canção de luz e sombra,

Na memória da esperança.

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