Ninguém me habita!

Ninguém me habita.
A não ser o milagre
da matéria que me faz
capaz de amar,
e o mistério da memória
que urde o tempo
em meus neurônios,
para que eu, vivendo agora,
possa me rever no outrora.
Ninguém me habita.
Sozinho resvalo pelos
declives onde me esperam,
me chamam
(meu ser me diz se as atendo)
feiúras que me fascinam,
belezas que me endoidecem.

 

Thiago de Mello.

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