Renascer – Projeto Compaixão e Cidadania.

O corpo se sujeita à força da gravidade. A alma, por sua vez, é livre para voar.

O corpo é tempo, é impermanência, finitude. A alma é eterna, é perene, plenitude.

O corpo é gaiola. A alma, ave.

A vida é jornada; Rumo ao melhor de nós mesmos, rumo à nossa bem-aventurança e
plenitude.

As ondas do mar quebram-se continuamente nas areias da praia. Onde moram a
beleza, a poesia e a plenitude?

“Quando estamos diante do mar e das ondas grandiosas, não vemos apenas o mar,
vemos a majestade e a imponência…”

É preciso cuidar da ave da alma; O único e mais precioso bem que possuímos.

Compaixão, Caridade, e Pureza de coração. Generosidade, Bondade, e Gratidão.

Compaixão, Caridade, e Pureza de coração. Generosidade, Bondade, e Gratidão.

“Ó Amigo! No jardim de teu coração, nada plantes salvo a rosa do amor.”
Bahá’u’lláh

“Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

“Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

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“Séculos Indígenas”

“Se achamos que o nosso objetivo aqui, na nossa rápida passagem pela terra,

é acumular riquezas, então não temos nada a aprender com os índios.

Mas se acreditarmos que o ideal é o equilíbrio do homem

dentro da sua própria família, e dentro de sua comunidade,

então os índios têm lições extraordinárias para nos dar.”

Claudio Villas-Bôas

OOOOOO

Os tiros que se seguem rasgam o véu de silêncio em meio à noite escura.

Maria dos Anjos Paulino Guajajara, de apenas 6 anos de idade, em meio a seu sono
de criança, tem a vida interrompida por um tiro na cabeça.

Maria dos Anjos Paulino Guajajara, Lágrimas e lamentos ecoam pela mata, tendo

apenas a lua por testemunha.

Maria dos Anjos Paulino Guajajara, A ocorrência não ganha espaço, nem tem

repercussão na grande mídia. ‘Apenas mais um índio assassinado’, friamente

calculam os editores.

Onde quer que te encontres, pequenina índia, brinque em paz…

Índio todo mundo sabe o que é. Ou criou na cabeça que sabe.

Se o ponto está assegurado, a vista é sempre refém dos espelhos da história…

Estes adoravam ora um Deus que lhes prometia um novo mundo, ora um mundo que

lhes prometia um novo deus.

Estes adoravam ora um Deus que lhes prometia um novo mundo, ora um mundo que

lhes prometia um novo deus. Outras margens encontraram. Dão-nas por descobertas.

Chamam-nas ‘Nova Terra’ ao que era habitação para muitos povos.

A mediação poderia ter sido reverência, mas o medo gera dominação.

O que poderia ter sido um encontro transformou-se em terrível calamidade para

nossas mães e nossos pais.

O que poderia ter sido um encontro transformou-se em terrível calamidade para

nossas mães e pais. Mas, afinal, o que teriam enxergado nossos antepassados

naquelas superfícies de brilho reflexivos Mas, afinal, o que teriam enxergado

nossos antepassados naquelas superfícies de

brilho reflexivo? Que rosto é esse na face indígena?

A imagem do índio reproduzida na nossa sociedade dita civilizada é tal que o

índio nela não se reconhece.

Diante da insensatez dos livros da escola e da espetacularização da televisão,

confortavelmente agimos como se tudo tivesse sido dito. Esgotado.

Índio todo mundo sabe o que é. Ou criou na cabeça que sabe.

Se o ponto está assegurado, a vista é sempre refém dos espelhos da história…

Não há síntese ou imagem que não seja como nuvem passageira. Híbrida.

Provisória.

Merecem todo o nosso apreço. Mas são, ainda, bem menos do que o espírito que se

almeja alcançar.

O desafio de cultivar uma vivência sensível, aliada à reflexão acerca da

identidade cultural brasileira.

Como enriquecer uma percepção crítica e sensível da realidade histórica e

política dos povos indígenas no Brasil contemporâneo?

Recuperar ritos e tradições esquecidas.

O vermelho do urucum, o azul, quase negro, do jenipapo, e outras tantas cores

essenciais que pelo caminho, por descuido, ficaram abandonadas.

Em meio à dispersão geral dos tempos conturbados que vivenciamos, ter olhos,

cultivar um coração capaz de reconhecer e valorizar a herança poética que dos

índios recebemos.

Uma herança poética, ética, humana e estética, capaz de nos reconduzir a desejos

e aspirações imemoriais, de banhar a nossa jornada comum por este pequeno planeta

com significado, beleza, poesia e encanto.

Como usar o tempo a nosso favor? Como resgatar os valores espirituais que apenas

na contemplação, no silêncio e no repouso são estabelecidos?

A criança pequenina – cabocla, negra, indígena – que um dia, não tão distante,
fomos.

Contemplar um outro mundo possível, – onde o estranhamento cederá lugar ao

reconhecimento, diálogo e fraternização na diferença.

Se voltássemos sempre de novo a enxergar o mundo como criança, nos
surpreenderíamos menos com nossos sonhos.

Falaria que língua? O que comeria aos domingos? (mas haveria domingos?)

Quem e quantos seriam a minha família?

Que nome daria a meus sentimentos?

Minha melhor síntese está por ser realizada.

Texto adaptado da exposição “Séculos Indígenas” Organizada pelo ‘Museu do Índio’ Brasília, Outubro 2011

O professor ! – Jô Soares.

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!

Se É jovem, não tem experiência. Se É velho, está superado. Se Não tem automóvel, é um pobre coitado. Se Tem automóvel, chora de “barriga cheia’. Se Fala em voz alta, vive gritando. Se Fala em tom normal, ninguém escuta. Se Não falta ao colégio, é um ‘caxias’. Se Precisa faltar, é um ‘turista’. Se Conversa com os outros professores, está ‘malhando’ os alunos. Se Não conversa, é um desligado. Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno. Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos. Se Brinca com a turma, é metido a engraçado. Se Não brinca com a turma, é um chato. Se Chama a atenção, é um grosso. Se Não chama a atenção, não sabe se impor. Se A prova é longa, não dá tempo. Se A prova é curta, tira as chances do aluno. Se Escreve muito, não explica. Se Explica muito, o caderno não tem nada. Se Fala corretamente, ninguém entende. Se Fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário. Se Exige, é rude. Se Elogia, é debochado. Se O aluno é reprovado, é perseguição. Se O aluno é aprovado, deu ‘mole’.

Pós-modernidade.

1.“ Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento.” Érico Veríssimo
2.No abismo misterioso e fecundo, um punhado de poeira cósmica.
3.E em meio a esta silenciosa imensidão, um pequenino ponto azul.
4.A brisa que sopra na superfície deste pequenino ponto produz um leve ruído que atravessa as colinas e os campos verdes.
5.Uma leve brisa pode anunciar a chegada de uma nova estação.
6.Uma leve brisa pode anunciar a chegada de uma nova estação. Nos países árabes, ventos de mudança anunciam a chegada da primavera.
7.Regimes que pareciam sólidos e intocáveis vão sendo varridos pela brisa transformadora.
8.Num mundo cada dia mais interconectado, as velhas regras de opressão e manipulação vão sendo uma a uma superadas.
9.Pintura num muro na capital da Tunísia, exaltando a liberdade.
10.“ LIBERDADE , essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda…” Cecília Meireles.
11.Porém, as brisas que anunciam mudanças muitas vezes trazem junto de si caos, dor e confusão.
12.Raiva, desencanto e violentos distúrbios que se alastram por vários dias. Londres, agosto de 2011
13.Uma vigília pacífica em Tottenham contra a morte de um jovem por policiais acaba se convertendo numa explosão de selvageria que se espalha por diversos outros bairros londrinos.
14.Saqueadores atacam vitrines e depósitos de lojas, carregando principalmente equipamentos eletrônicos, – celulares, computadores, TVs de plasma, entre outros.
15.Também são alvos de saques lojas contendo “ itens de grife”, – marcas valorizadas por mensagens de consumo.
16.E depois dos saques, a onda de incêndios criminosos.
17.A jovem moça, cujo apartamento fica acima de uma loja de móveis que foi incendiada, salta numa desesperada fuga das chamas.
18.Um morador que presenciou a onda de saques, depredações e incêndios relata: “ Nunca vi tanto desprezo pela vida humana.”
19.“ Queimaram carros, lojas, e casas, sem se preocupar se havia velhos ou bebês dormindo dentro.”
20.São tempos de crise os nossos, – crise econômica, financeira, política e social. E acima de tudo, ética e moral.
21.Tristes tempos em que uma vida vale tão pouco, perdendo-se por quase nada.
22.Saldo de quatro mortos e dezenas de feridos, além de prejuízos que ultrapassam R$ 260 milhões.
23.Diversos especialistas acreditam que os conflitos que tiveram por palco as ruas londrinas poderiam ter ocorrido em qualquer outra cidade grande.
24.A voracidade consumista, a pulsão pela aquisição do novo, a permanente sensação de insaciabilidade, e vidas vazias de sentido infelizmente permeiam a quase totalidade das sociedades modernas.
25.Tempos desleais os nossos, onde testemunhamos a mercantilização de tudo: sentimentos, ideais, metas existenciais e sonhos.
26.Zygmunt Bauman, sociólogo polonês considerado, aos 86 anos de idade, um dos principais pensadores da atualidade, classificou os distúrbios na capital inglesa como “ um motim de consumidores excluídos e frustrados.”
27.Em obras como “ Modernidade Líquida” e “Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria”, Bauman já havia observado como na atual sociedade de consumo as campanhas publicitárias sucessivas atrelam a busca da felicidade a indicadores de consumo e de riqueza ostentada.
28.Anúncios publicitários que vendem o delírio de que ser dono de um determinado produto é o coroamento do sucesso individual.
29.A torrente desumana de publicidade a que somos expostos todos os dias, fomentando o individualismo e o consumismo, em detrimento à solidariedade e cidadania.
30.“ Prazer é mais do que uma sensação. É um objetivo de vida”, nos recorda o anúncio ao lado.
31.Em outras palavras, se você não adquirir o produto anunciado, sua vida estará vazia não somente de prazer, mas de um objetivo.
32.Bauman é enfático ao afirmar que “ enquanto não repensarmos a maneira como medimos o bem-estar, mais problemas são inevitáveis.”
33.“ A busca da felicidade não deve ser atrelada a indicadores de riqueza, pois isso apenas resulta numa erosão do espírito comunitário em prol de competição e egoísmo.”
34.Em suas entrevistas, Bauman costuma citar um antigo provérbio chinês de mais de dois mil anos antes do advento da modernidade, que diz:…
35.“ Quando planejas por um ano, semeias o grão. Quando planejas por uma década, plantas árvores. Quando planejas por uma vida inteira, formas e educas as pessoas.”
36.As graves crises éticas e morais, sociais e ambientais que solapam a humanidade por todos os lados anunciam a necessidade de superarmos a modernidade, e trabalharmos para o advento daquilo definido por pós-modernidade.
37.E o que significa ‘educar’ para os tempos de pós-modernidade?
38.O urgente e vital desafio de educar as futuras gerações de modo que possam cultivar uma nova visão, uma atenção expandida.
39.Pais e avós, professores e educadores, e todos aqueles amantes da vida devemos abraçar a causa de como garantir às novas gerações uma educação plena.
40.Uma educação capaz de estimular a reflexão e a crítica, de modo que saibam cultivar a ética, a transcendência, a cooperação, a solidariedade e o respeito à vida.
41.Uma educação plena, que abarque o desenvolvimento físico e intelectual, emocional, espiritual e social das crianças pequenas que estão iniciando a sua caminhada pela jornada terrena.
42.Somente teremos ordem, progresso e beleza…
43….no dia em que a Educação e a Infância forem consideradas uma prioridade essencial.
44.O educador recifense Paulo Freire, considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, afirma:…
45.“ Eu nunca poderia pensar em educação sem amor. É por isso que eu me considero um educador: acima de tudo porque eu sinto amor.”
46.E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.” “ Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo.
47.“ Pra mim, o ‘eu sou, logo existo’ há muito tempo sumiu. ‘ Nós somos, logo existimos’, esta é que é a formulação. Nós existimos, fazemos coisas, por isso somos, entende?…”
48.Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” “ Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor.
49.“ Mudar é difícil mas é possível.” Paulo Freire (1921 – 1997)

Projeto “Compaixão e Cidadania” Um espaço para refletirmos sobre temas essenciais.

compaixao_cidadania@hotmail.com

Por que Valores Humanos?

PERGUNTA

Quais são os maiores males que acometem nossa sociedade, atribulando tanto a todos nós?

RESPOSTA

Corrupção desenfreada, falta de ética e de respeito, violência descontrolada, abusos de
toda natureza, injustiças em todos os níveis, etc…

QUAL SERIA A SOLUÇÃO?

Introduzir Valores Humanos no cotidiano das pessoas.

QUE SÃO VALORES HUMANOS?

Honestidade
Respeito
Não violência
Ética
Justiça
Responsabilidade
Bom convívio
Verdade
Solidariedade
Afetividade
Honradez

Olhar o outro com um olhar de acolhimento, de paz… que são os fundamentos da não
violência, Etc…

POR ONDE COMEÇAR?

Pela população infanto-juvenil, porque:

a) é mais receptiva e ainda não se contaminou totalmente pela mentalidade vigente;

b) está mais acessível, pois o ensino desses valores pode ser ministrado pelos
professores em sala de aula.

QUAL SERIA A MELHOR DIDÁTICA?

Aulas interativas com utilização de contos e narrativas…

JUSTIFICATIVAS

Quando se ensina algo, utilizando-se apenas o modo discursivo, a recepção se dá em
nível intelectual, ou seja, é uma INFORMAÇÃO que o receptor poderá, ou não, aplicar em
seu cotidiano.

Mas quando os ensinamentos envolvem experiências/vivências próprias, que também são permeadas por sentimentos/emoções, a aprendizagem se dá de forma mais profunda.

Os contos e narrativas propiciam essa importante experiência/vivência permeada de
sentimentos e emoções, embora isto não ocorra no mesmo nível da realidade.
É como se a vivência de sentimentos/emoções fosse o amálgama para a impressão
(imprimir) do que está sendo ensinado.
E quando esses ensinamentos são diários, mesmo que sejam de apenas 5 minutos,
afiguram-se mais proveitosos. Há mais facilidade para a fixação/internalização dos
conteúdos.

ALCANCE
O ensino de valores humanos nas escolas têm largo alcance porque envolve também professores e famílias dos alunos,
quando estes são incitados a repassar esses aprendizados,
principalmente os contos, aos pais e familiares.