Boneca!!!

Por interstícios das malas abertas de quando éramos

crianças gritam as bocas sem nenhum eco das bonecas.

Criaturas fictícias, escalpelizadas

e sem tintas, de ventre oco. Mas o mortal

lugar do coração está ainda a palpitar.

O bojo do peito de celulóide, como o meu,

pede-nos perdão pela saudade que nos devora.

Fiama Hasse Pais Brandão
(in Cenas Vivas)

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