Crítico – Goethe.

Eis que me veio uma visita
do tipo – achei – que não me irrita.
O meu jantar não era chique,
mas ele comeu tanto, ali, que
não sobrou nada em casa; e quando
notei-o quase arrebentando,
o Demo o fez sair só para
cuspir no prato em que jantara:
“A sopa estava um arremedo;
a carne, crua; o vinho, azedo”.
Que morra paralítico!
Com mil demônios! Era um crítico.

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Alienação – Goethe.

Nada é mais repugnante do que a maioria,
pois ela compõe-se
de uns poucos antecessores enérgicos;
velhacos que se acomodam;
de fracos, que se assimilam,
e da massa que vai atrás de rastros,
sem nem de longe saber o que quer.