A árvore.

Chegaste com a tua tesoura de jardineiro

e começaste a cortar:

umas folhas aqui e ali…

Uns ramos que não doeram…

Eu estava desprevenida

quando arrancaste a raiz.

 

Yvette K. Centeno
A oriente
Editora presença-1998

«A Oriente» de Yvette Centeno compõe-se de duas partes distintas. A primeira intitulada Sinais e a segunda a oriente que reúne um conjunto de textos inéditos da autora, que por sua vez aconselha a sua leitura

“como quem contempla em silêncio uma paisagem de acaso”.

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Só o extase é vida.

“A primeira função do homem poeta
é a descoberta do verdadeiro significado do seu eu.
O poeta tem de se conhecer a si mesmo,
tem de desvendar a sua alma “inteira”.
Não é do eu individual que se trata,
nesta procura, os que ficam por aí,
(são os limitados autores a que Rimbaud chama”egoísta”,
que não ultrapassam o domínio do ego)
trata-se da imensidade da alma,
de por a descoberto e percorrer
s seus mais longínquos limites,
os mais profundos conteúdos,
nem que para isso haja que a desregrar,
desiquilibrar, tornar mesmo monstruosa.

Ser “vidente”, fazer-se “vidente”
de todas as maneiras,
para chegar a ser conhecedor
de si mesmo, da “alma universal”.
Na alma reside o mistério.
E vale a pena pagar todos os preços,
mesmo o do crime, mesmo o da loucura,
para se chegar a ele.
Desvendar o mistério
é chegar ao “desconhecido”,
e poder contemplá-lo e exprimi-lo
é a suprema realização.
O além é o verdadeiro domínio do poeta,
e a formalização dos conteúdos
desse além é a sua verdadeira missão.

Yvette Kace Centeno

 

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como:
O pecado original
As palavras, que pena
Teatro aberto
Os jardins de Eva
Será deus o Dr. Freud?